Esse texto lindo chama-se Arquitetura Funcional, escrito por Mário Quintana. Vamos relembrar um pouquinho das coisas boas da arquitetura antiga que hoje estão cada vez mais escassas, mas que seus detalhes sempre trarão boas lembranças.
Arquitetura funcional
Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque as casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas assombrações vulgares
Que andam por aí…
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma… Tu nem sabes
A pena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das visitas
(Que diriam elas, as solenes visitas?)
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas
(Os Profetas estão sempre profetizando outras coisas…)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos, intermináveis corredores
Que a Lua vinha às vezes assombrar!
“A filosofia do design que informa o conceito da Aldeia Humana reconhece o que os indivíduos desejam em suas vidas cotidianas; O que eles querem ver e sentir em suas vizinhanças, seus lares e seus locais de trabalho; uma sensação de calma, permanência e beleza intemporal, servida mas não dominada pelas maravilhas da tecnologia. Devolver a vida aos prazeres da privacidade e amizade em cenários feitos para a escala humana. Construir com previdência e restaurar com cuidado. Olhar primeiro para as as pessoas.”
Durante o dia do designer de interiores, recebi esse e-mail muito interessante escrito pelo Ricardo Botelho que diz respeito ao quanto as pessoas necessitam de um profissional da área do design de interiores. Este é uma homenagem dele a todos nós designers de interiores.
Ter alguém que percebe o que você gosta e consegue projetar espaços que realmente o encantem não é bom? Bom, leiam o texto, que por sinal é bem curtinho, e vocês vão ver que vale a pena.
“O bom design une estética, ergonomia, conforto, custo e originalidade. Um toque cultural é também essencial. E boas pitadas de ousadia são sempre bem-vindas.”
“Não é a linha reta, dura e inflexível, feita pelo homem, que me atrai. O que me chama a atenção é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país, nas margens dos seus rios, nas nuvens do céu e nas ondas do mar. O universo está cheio de curvas, um universo de Einstein.”